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Infecção urinária: 5 sinais de que o quadro é grave

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Infecção urinária: 5 sinais de que o quadro é grave

AVISO IMPORTANTE: Este artigo tem caráter puramente informativo e educacional. Ele não substitui, em hipótese alguma, uma consulta, diagnóstico ou tratamento profissional. Sempre procure um especialista qualificado.

Uma sensação de queimação ao urinar e a necessidade constante de ir ao banheiro são desconfortos que muitos conhecem bem. A infecção do trato urinário (ITU), popularmente chamada de infecção urinária, é uma das condições mais comuns, afetando principalmente as mulheres. Mas você sabe identificar quando essa condição deixa de ser um simples incômodo e passa a representar um risco sério à sua saúde?

A maioria das infecções urinárias afeta a parte inferior do sistema, como a bexiga (cistite), e responde bem ao tratamento. Contudo, quando a infecção não é tratada de forma adequada ou a tempo, as bactérias podem subir pelos ureteres e, consequentemente, alcançar os rins. Esse quadro, conhecido como pielonefrite, é uma infecção renal grave que demanda cuidados médicos urgentes para evitar complicações severas.

Entender os sinais de alerta é fundamental para agir rápido. Portanto, vamos conferir os principais indicadores de que uma infecção urinária pode ter se tornado grave.

1. Febre alta e calafrios: o alerta do corpo

Um dos sinais mais claros de que a infecção se espalhou para os rins é, sem dúvida, a presença de febre alta, geralmente acima de 38°C. Essa febre costuma vir acompanhada de calafrios intensos e uma sensação de tremor incontrolável. Enquanto uma cistite comum raramente causa febre, sua aparição indica que o corpo está travando uma batalha mais intensa contra o agente infeccioso.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) destaca que a febre é um sintoma característico da pielonefrite. Além disso, esse mecanismo é uma resposta do sistema imunológico a uma infecção sistêmica, ou seja, que não está mais restrita apenas à bexiga. Você já sentiu calafrios que pareciam impossíveis de aquecer, mesmo com muitos cobertores? Esse pode ser, portanto, um sinal importante.

 

2. Dor na região lombar: o sinal direto dos rins

Diferente do desconforto na parte inferior do abdômen (região suprapúbica), típico da cistite, a dor de uma infecção renal é sentida na região lombar, nas costas, geralmente de um lado, mas podendo afetar ambos. Essa dor pode ser constante, profunda e, além disso, piorar com a palpação ou movimentos.

Essa é a chamada “dor no flanco” e ocorre porque os rins, localizados nessa área, estão inflamados e inchados devido à infecção. A combinação de sintomas, febre, calafrios e dor lombar, é considerada o conjunto clássico da pielonefrite e, portanto, um forte indicativo de que você precisa de avaliação médica imediata.

3. Náuseas e vômitos: a reação do corpo à infecção

Quando a infecção se torna mais grave, o corpo reage de maneiras que vão além do sistema urinário. Náuseas e vômitos são, de fato, sintomas comuns em quadros de pielonefrite. Eles podem levar à desidratação, o que agrava ainda mais a condição e, consequentemente, dificulta a recuperação.

Essa reação acontece porque a infecção severa pode causar um mal-estar generalizado, afetando também o sistema digestivo. Se, além dos sintomas urinários, você começar a sentir o estômago embrulhado ou tiver episódios de vômito, não ignore. Esse é um sinal de que a infecção está sobrecarregando seu organismo.

Infecção urinária: 5 sinais de que o quadro é grave

4. Mal-estar intenso e cansaço extremo

Uma cistite pode ser incômoda, mas geralmente não impede a realização das atividades diárias. Já a pielonefrite provoca uma sensação de cansaço extremo, fraqueza e, além disso, prostração. A pessoa se sente genuinamente doente, sem energia para tarefas simples.

De acordo com o Portal de Boas Práticas da Fiocruz, o estado geral do paciente é um fator importante na avaliação da gravidade. Em idosos, por exemplo, sintomas como sonolência excessiva, confusão mental ou perda de apetite podem ser os únicos sinais de uma infecção urinária grave. Você se sente esgotado, mesmo sem ter feito esforço físico? Preste atenção, portanto, a esse sinal.

5. Alterações na urina que exigem atenção

Embora a urina turva ou com odor mais forte seja comum e possa ocorrer até por desidratação, existem alterações mais significativas que devem ser levadas a sério. A principal delas é, sem dúvida, a presença visível de sangue na urina (hematúria).

É importante entender que o sangramento pode ocorrer tanto em cistites quanto em condições mais graves, como a pielonefrite ou por cálculos renais. Por isso, independentemente da causa, a presença de sangue na urina é sempre um motivo para procurar avaliação médica. Em um quadro de infecção, o sangramento pode indicar uma inflamação mais intensa, especialmente se vier acompanhado dos outros sinais de alerta, como febre e dor lombar.

Outro sinal, embora mais difícil de ser percebido a olho nu, é uma urina com aspecto muito turvo que sugere a presença de pus (piúria), indicando uma forte resposta inflamatória do corpo e que, geralmente, é confirmada por exame laboratorial.

O que fazer diante dos sinais de alerta?

Uma infecção urinária não tratada pode evoluir para complicações sérias, como a sepse (uma infecção generalizada potencialmente fatal) ou danos permanentes aos rins. Por isso, é fundamental reconhecer os sinais de gravidade e, consequentemente, agir.

Pontos-chave para lembrar:

  • Febre e calafrios: não são comuns em infecções simples da bexiga. Sua presença é, portanto, um grande sinal de alerta.
  • Dor lombar: dor nas costas, na altura dos rins, indica que a infecção pode ter subido.
  • Náuseas e vômitos: sinalizam um mal-estar sistêmico e, além disso, risco de desidratação.
  • Cansaço extremo: uma prostração que vai além do simples desconforto.
  • Sangue na urina: é sempre um sinal que requer avaliação médica imediata, independentemente da causa.

Procure ajuda de um profissional de saúde

Ao identificar qualquer um desses sinais, a recomendação é clara e inequívoca: procure atendimento médico imediatamente. A automedicação ou a demora em buscar ajuda podem, de fato, transformar um problema tratável em uma emergência médica.

Somente um profissional qualificado pode realizar o diagnóstico correto, muitas vezes com o auxílio de exames de urina, sangue e imagem, e, consequentemente, prescrever o tratamento adequado, que em casos de pielonefrite pode incluir antibióticos intravenosos e até mesmo hospitalização. Cuidar da sua saúde é a sua maior prioridade.

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