Sentir gratidão por aquilo que fazem por nós vai muito além de dizer “obrigado”

Por norma, dizemos “obrigado” a quem nos trata de forma gentil, por uma questão de educação, e por ser um comportamento social praticado já inconscientemente, muitas vezes sem convicção.

É costume agradecermos quando nos oferecem um presente, quando nos fazem um favor ou nos satisfazem um desejo, mas a verdadeira gratidão nem sempre é realmente praticada.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a gratidão não se limita a meras regras de etiqueta ou palavras – a gratidão é todo um movimento gerado a partir de um ato cortês, e humano.

Tal como a própria palavra “gratidão” indica, é um estado de “graça” para com outro ser humano. Um “obrigado” não é necessariamente indicador de felicidade e gratidão.

Agradecer verdadeiramente é reconhecer muito mais do que o objeto ou boa ação que nos foi oferecido – é saber que alguém nos colocou no centro dos seus pensamentos, que nos escolheu e nos dedicou o seu tempo.

Grande parte das pessoas negligencia a riqueza da gratidão, seja porque não sabem expressá-la, seja porque simplesmente não conseguem senti-la no seu interior.

Normalmente, essas pessoas têm personalidades narcísicas e tomam os gestos dos outros como algo garantido, e que não sabem apreciar aquilo que lhes é dado.

É preciso saber apreciar o dom de receber, saber agradecer, não só com palavras. Este é um exercício de positividade que vem acrescentar e inspirar a nós como indivíduos, aos que nos rodeiam, e ao mundo em geral.

A gratidão é algo que se deve praticar todos os dias, mesmo quando parecer difícil encontrar algo pelo qual estar grato.

Todos nós temos uma ligação a outros seres humanos, e a gratidão mútua ajuda a fortalecer esses laços mais do que qualquer outra coisa, e mais do que possa imaginar.