Juiz nomeado do DF dormia em escola para não perder aulas

O juiz Fábio Esteves, Titular do Tribunal de Justiça, do DF, natural do Mato grosso do sul, tem orgulho de sua origem e história.

Morador de uma comunidade rural, conta que, tinha dificuldade para estudar. O pai era peão em uma fazenda e a mãe trabalhava como doméstica.

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“Não tinha colégio nas proximidades. A fazenda ficava muito no interior. Meu pai precisou ir até o prefeito para pedir a criação de uma escola rural”, disse o juiz.

Para ser alfabetizado, enfrentou muitos obstáculos. “Era uma professora dando aula para vários alunos, não tinha bem uma divisão. Fui alfabetizado aos 8 anos. Precisava ir para a escola a cavalo, de trator ou quando a professora podia me dar uma carona.”

“A gente morava dentro do colégio mesmo, na sala de aula. Era muito longe para meu pai nos levar todo dia, então ele implorou para que a professora cuidasse de nós, tudo para não perdermos nada. Quando a aula acabava, era arrumar o local e se preparar para dormir”, continuou.

Em 1991, teve que morar no Chapadão do Sul (MS). “Fomos para lá morar em um barraco. Quando ele morreu, minha mãe teve que virar empregada doméstica e eu precisei ir atrás de um emprego. Fui aprovado e ingressei em um programa de assistência a jovens carentes do Banco do Brasil. Com minha remuneração, ajudava em casa”, contou Esteves.

Apesar de todos problemas, resolveu prestar vestibular para a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), onde se matriculou.

Em 2003, foi para Brasília e começou a se preparar para o concurso de juiz. “Cheguei a Brasília em 2003 e comecei, então, a me preparar para o concurso de juiz. Meu planejamento era de que conseguisse ocupar o cargo em 2010, mas consegui antecipar esse sonho”.

Embora tenha realizado seu sonho, nunca se esqueceu das suas origens e valoriza tudo que seus pais fizeram por ele.