Desafio da rasteira: brincadeira que pode levar à morte

O “desafio da rasteira” ou “quebra-crânio”, uma brincadeira que está tirando o sono dos pais e, ao mesmo tempo, virou um assunto de saúde pública.

Nas últimas semanas, vários vídeos estão circulando nas redes sociais sobre o tema.

A brincadeira ganhou notoriedade depois da morte da estudante Emanuela Medeiros, de 16 anos, em Mossoró, Rio Grande do Norte.

Foto: Manuela Medeiros/Arquivo de família

Muitos especialistas estão alertando sobre os danos físicos que a brincadeira pode causar.

Uma nota foi divulgada pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) sobre o assunto, em sua conta no Instagram. Leia na íntegra.

“A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) vem, por meio deste, alertar aos #pais e #educadores sobre a necessidade de reforçar a atenção com crianças e adolescentes, diante do #desafio “quebra-crânio”, que se alastra pelo ambiente doméstico, escolar e é reproduzido nas redes sociais. Ele provoca uma queda brutal, onde um dos participantes bate a cabeça diretamente no chão, antes que possa estender os braços para se defender. Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito. O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo.⠀Deste modo, como sociedade, pais, filhos e amigos, devemos agir para interromper o movimento e prevenir a ocorrência de novas vítimas. Acompanhar e informar/educar sobre a gravidade dos fatos, pode ser a primeira linha de ação.”

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