Artista autista desenha cidade inteira de cabeça com apenas um passeio de helicóptero de 20 minutos

Acredite ou não, tudo o que Stephen Wiltshire precisou para fazer um desenho preciso e de tirar o fôlego da vista aérea da paisagem da cidade de Montreal no Canadá é a sua memória. O talento verdadeiramente impressionante deste artista único que tem autismo e mudo tem conquistado pessoas por todo o mundo.

Para alguns, o desenho pode ser apenas outra obra de arte. No entanto, para Stephen Wiltshire, de 44 anos, é a sua única maneira de se comunicar com o mundo. O seu talento incrível serve de prova que pessoas com a mesma condição que ele, também têm habilidades e são capazes de ter sucesso na vida.

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O artista é filho de pais indianos, mas nasceu em Londres, sem a capacidade de falar, nunca conseguiu compartilhar os seus pensamentos de forma oral. Por isso, teve problemas em relacionar-se e conectar-se com as pessoas ao seu redor.

Além disso, foi diagnosticado com autismo aos três anos de idade. Felizmente para Stephen, quando os seus pais decidiram colocá-lo na Escola Queensmill, em Londres, os seus professores repararam no quanto ele gostava de desenhar. Aprendendo sobre o seu interesse, encorajaram-no a desenhar cada vez mais. Então, ele passou a estar sempre ocupado desenhando animais, veículos, e agora edifícios e paisagens da cidade.

Os seus professores perceberam rapidamente que esta é a sua maneira de se expressar, e pouco tempo depois, pensaram numa maneira inteligente de envolvê-lo para conversar. Um dia, tiraram-lhe todos os seus materiais de arte, na esperança de que Stephen se sentisse compelido a pedi-los – e eis que Stephen pronunciou a sua primeira palavra: “papel”.

Graças aos seus professores e familiares dedicados e solidários, ele aprendeu a expressar os seus pensamentos aos 9 anos de idade.

Um dos professores apoiou as suas habilidades a ponto de encorajá-lo a participar em competições de arte mesmo em tenra idade. A admirável dedicação do professor abriu o caminho para a bem estabelecida carreira de Stephen na indústria da arte. Eventualmente, Stephen ganhou vários prêmios e certificações, quando ainda era apenas um jovem.

Aos 7 anos, Stephen conseguiu vender a sua primeira obra de arte. Um ano depois, foi contratado para criar um desenho da Catedral de Salisbury para o primeiro-ministro britânico. Aos 13, foi nomeado pelo ex-presidente da Royal Academy of Arts de Londres como o melhor artista infantil da Grã-Bretanha.

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“Stephen não tem bem noção do que significa autismo. No entanto, ele sabe que é um artista, um artista de pleno direito, e não deve ser rotulado como autista. É importante que se foquem no seu talento e na forma como ele superou os seus obstáculos”, disse Annette Wiltshire, a irmã.

Stephen consegue desenhar paisagens detalhadas e precisas das cidades, apenas alguns dias depois de observá-la. Na verdade, uma vez ele foi capaz de ilustrar a vista panorâmica de Londres, junto com os seus 12 marcos históricos e 200 edifícios em apenas 3 horas, apenas recorrendo à própria memória.

“Ver a tinta tocar no papel, é quase como um bordado. Dá para ver o desenvolvimento, a evolução, e nunca me canso disso”, acrescentou Annette.

Além do talento natural de Stephen para as artes, ele também tem uma pós-graduação em desenho e gravura, pela City and Guilds of London Art School. “Estou muito orgulhoso do meu trabalho”, disse Stephen.