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Ser uma “mãe chata” faz filhos crescerem mais bem-sucedidos, diz pesquisa!

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Quantas vezes, pensando em como os nossos pais nos criaram, prometemos a nós mesmos não agir da mesma forma com os nossos filhos?

Principalmente aqueles que cresceram com pais muito rígidos que não entendiam as suas necessidades, tentam afastar-se o máximo possível do exemplo paternal que tinham.

Regras e imposições, “deveres” a ser respeitados, o famoso “um dia você vai entender” que muitos ouviram quando eram crianças. Mas será que realmente entendemos a importância de respeitar as regras?

Uma criança não é apenas uma criança, é também a soma das muitas atitudes que absorve diariamente, o pequeno adulto dentro dele.

Às vezes, a criança é deixada muito livre e esse tipo de atitude pode resultar de uma educação com falta de regras. No entanto, é tão importante impor regras como ser empático.

A escolha de impor regras define mesmo uma boa mãe ou uma mãe má? Pode-se dizer que uma mãe é má porque ela impõe regras ou porque responsabiliza os seus filhos com tarefas adequadas à sua idade, um horário para dormir ou uma proibição de comer doces e chocolates em grande quantidade?

Uma mãe é má se levar as crianças para a escola ou para a dança, mesmo que elas digam não está interessada naquele dia, ou se pede para estudar antes de poderem brincar?

Muitas vezes, são dadas mil desculpas para não tomar decisões, por não direcionar as crianças para a autonomia ou para a responsabilidade das suas próprias ações.

Querer que os filhos terminem o que começaram, arrumem os seus brinquedos e o quarto e assumam pequenas responsabilidades com base na sua idade, significa dirigir os filhos no sentido do crescimento e independência.

O mundo em que vivemos empurra-nos cada vez mais para a procura do sucesso e perfeição, por isso é importante ensinar às crianças o respeito pelas regras, mesmo à custa de fracassos. Especialmente porque falhar ajuda-nos a aprender com os nossos erros e, assim, melhorar.

Não é colocando as crianças numa redoma de vidro que as protegeremos e que faremos delas adultos melhores. O fracasso gera maturidade, projeta a criança para as possíveis dificuldades da vida adulta e torne-as mais resilientes e experientes.

Essas mães más não existem, porque são boas mães que tentam definir limites e regras para orientar os filhos.