Elizabeth McClain e a sua amiga Patti Crowe Walker estavam no intervalo do almoço quando uma cena surreal se desenrolou bem diante delas. Um morador de rua estava sentado no chão ao lado de um sinal à beira da estrada, e tudo o que possuía estava dentro da sua mochila velha. Estavam apenas 5º C graus do lado de fora e ele parecia solitário e faminto, mas em vez de lhe oferecer algo para comer, elas apenas observaram e esperaram para ver o que o policial faria.
Era difícil não reparar no carro da polícia, estacionado na grama. Provavelmente havia gritos de fome a ecoar na mente do morador de rua, e quando ele ouviu um motor parando, esperou que fosse alguém para lhe dar alguns trocos. Contudo, tudo o que ele viu foi um policial armado caminhando com uma determinação feroz em direção a ele.
Enquanto Elizabeth e Patti assistiam secretamente às ações do agente do condado de Madison, William Haley, os seus corações aqueceram quando viram que as suas intenções eram bondosas. Na sua página no Facebook, Patti tentou descrever a situação do ponto de vista do morador de rua:
“Você olha para cima e vê um policial fardado caminhando na sua direção. A sua mente flutua, pensando em tudo que pode estar fazendo de errado. De repente, este oficial senta-se para almoçar e não apenas lhe tira a sua fome, mas também a sua solidão.”
As duas mulheres não sabiam quem eram esses homens, mas o que sabiam é que os dois estavam fazendo a diferença na vida um do outro. Aliás, só observá-los interagindo também fez a diferença na forma como Patti vê o mundo.
Quanto ao oficial Haley, ele procura fazer a diferença todos os dias. Ele é normalmente um oficial de recursos da escola em Jackson Careers and Technology, mas estava em serviço de patrulha naquele dia, uma vez que os alunos estavam em férias de Natal.
“Eu tinha visto o senhor sentado à beira da estrada, algumas vezes durante a manhã, e decidi que se ele ainda estivesse lá quando eu fosse almoçar, também o levaria para o almoço”, conta o oficial Haley.
Foi exatamente isso que ele fez: comprou dois cheeseburgers e refrigerantes no McDonald’s e depois parou para perguntar ao morador de rua se ele tinha fome.
“Eu perguntei se ele já tinha almoçado e ele disse que não, então eu perguntei se ele almoçaria comigo e ele disse que sim. Nós sentamos e conversamos sobre a vida, o exército, onde ele esteve, para onde estava indo. Foi uma boa experiência para mim e, espero, para ele também”, continuou o agente.
Ao tirar algum tempo para ter uma conversa com o morador de rua, este policial reconheceu-o como um ser humano, o que muita gente não faz.
Era provável que o morador de rua não tivesse conversado com alguém durante uma boa refeição quente já há um bom tempo… O fato de um estranho ter feito, ainda por cima um policial, deve tê-lo feito sentir-se um rei por um dia.
“Teria sido bom para mim dar-lhe um pouco de comida e ir embora, mas quanto tempo acha que passou desde que alguém se sentou com ele, apertou a sua mão, orou durante uma refeição com ele e lhe perguntou como ele estava? E pensar em quantos dias têm passado no frio e na chuva…”, refletiu o agente.
Mas não foi só o morador de rua que tirou algo da conversa ao almoço. A experiência também causou um grande impacto na vida do policial!
“Sem mencionar aquilo que falamos ou o nome do homem, vou apenas dizer que foi uma ótima conversa que eu acho que nunca esquecerei”, conclui o agente.
Quanto a Patti, que secretamente tirou uma fotografia reconfortante do momento, ela diz que as nossas crenças e opiniões não devem afetar o modo como tratamos os outros.
“Todos nós precisamos uns dos outros e já é hora de nos levantarmos do chão e começarmos a agir assim”, escreveu.

