Médicos da Inglaterra realizam uma cesariana de emergência em uma mulher de 48 anos vítima de acidente, acreditando que ela estivesse grávida.
A vítima, Adele Barbour, deu entrada no Hospital em decorrência de um grave acidente, mas faleceu em janeiro de 2018.
A mulher sofria de escoliose bífida e em resultado da doença,tinha uma protuberância em sua barriga. Os paramédicos que fizeram o resgate, acharam que ela estivesse grávida de oito meses.
A equipe de socorro informou ao setor de emergência do Hospital, que estava conduzindo uma mulher grávida com um quadro muito grave.
Os médicos, então, realizaram a cesariana de acordo com os relatórios produzidos pelos socorristas.
A equipe do hospital foi processada por erro médico, mas a juíza do caso, Marianne Johnson, determinou que as ações tomadas não foram determinantes para causar a morte da paciente.
“A evidência que ouvi é que o diagnóstico inicial errado (da gravidez) não causou ou contribuiu para a morte dela”, disse Marianne ao jornal Metro. “Parece que todos os esforços foram feitos sob seus cuidados para tentar salvá-la, mas seus ferimentos foram tão graves que o resultado foi inevitável”.
“Minha conclusão é que Adele morreu como resultado de uma colisão no trânsito”, disse ela.
A irmã de Adele, Sarah-Jane Spence, acusou o Hospital por ter omitido a verdade sobre o caso.
“No dia em que Adele foi internada, o médico omitiu a cesariana quando ele nos disse que Adele estava sendo transferida para (a sala de cirurgia), e ele também não nos contou sobre isso quando nos informou sobre sua morte”, disse ela.
Segundo informações do Hospital, a causa da morte foi o rompimento de uma artéria aorta, levando a vítima a ter uma parada cardíaca.
O legista, Dr Anthony Leetman, escreveu que esse caso é muito grave e que dificilmente alguém chega vivo ao Hospital.

