Quando um exame mostra uma contagem baixa de plaquetas, uma das primeiras dúvidas é: quais alimentos aumentam as plaquetas? A alimentação fornece nutrientes importantes para o organismo, mas é preciso cuidado com promessas de resultados rápidos.
Não existe um alimento capaz de aumentar a quantidade de plaquetas em todas as situações. Porém, uma alimentação variada oferece nutrientes como folato, vitamina B12, vitamina C, vitamina D e ferro, encontrados em diversos alimentos.
O que são as plaquetas?
As plaquetas são pequenos componentes do sangue que participam da formação de coágulos e ajudam a controlar sangramentos. Elas são produzidas na medula óssea.
Uma contagem baixa ocorre por diferentes motivos. Entre eles estão produção insuficiente pela medula óssea, destruição ou consumo acelerado das plaquetas e retenção de parte delas no baço. Infecções, determinadas doenças, alguns medicamentos, alterações no fígado ou no baço e consumo excessivo de álcool também estão entre os fatores associados à redução da contagem.
Por isso, uma contagem baixa não deve ser automaticamente atribuída à alimentação.
8 alimentos que fornecem nutrientes relacionados às plaquetas
1. Espinafre e outras folhas verdes
Espinafre, couve e outras folhas verde-escuras são fontes de folato, nutriente relacionado à formação das células sanguíneas.
O folato também está presente em outros alimentos. Sua importância é maior quando existe uma deficiência, e não porque simplesmente aumentar seu consumo faça as plaquetas subirem.
2. Ovos
Os ovos fornecem vitamina B12, nutriente importante para processos relacionados à formação das células sanguíneas.
A deficiência de vitamina B12 está entre os fatores associados à redução da produção de plaquetas. Por isso, manter uma alimentação que forneça B12 é relevante, especialmente quando existe inadequação desse nutriente.
3. Salmão e outros peixes
Peixes como salmão e atum fornecem vitamina B12 e vitamina D.
A vitamina D está presente em alguns alimentos de origem animal e produtos fortificados. Isso não significa, porém, que consumir mais vitamina D, por si só, aumentará a quantidade de plaquetas.
4. Lentilhas
As lentilhas são fontes de ferro e contribuem para uma alimentação variada.
A deficiência de ferro aparece entre os fatores associados à baixa contagem de plaquetas em algumas pessoas. Isso não significa que comer alimentos ricos em ferro aumentará automaticamente as plaquetas quando não existe deficiência.
Também entram nessa lista sementes de abóbora, tofu, cereais fortificados e alguns alimentos de origem animal.

5. Kiwi, morango e frutas cítricas
Kiwi, morango, laranja e outras frutas cítricas fornecem vitamina C.
Esse nutriente também favorece a absorção do ferro presente na alimentação. Por isso, combinar fontes de ferro com alimentos ricos em vitamina C é uma forma interessante de diversificar as refeições.
6. Brócolis
O brócolis fornece vitamina C, vitamina K e folato, reunindo diferentes nutrientes em um único alimento.
A vitamina K participa do processo de coagulação, mas isso não significa que o brócolis aumente diretamente a quantidade de plaquetas no sangue.
7. Sementes de abóbora
As sementes de abóbora contribuem para a ingestão de ferro e ajudam a variar as fontes desse mineral.
Elas entram bem em saladas, iogurtes e outras preparações, em porções adequadas à alimentação de cada pessoa.
8. Gema de ovo e alimentos fortificados
A gema do ovo fornece vitamina D, enquanto alguns cereais, bebidas vegetais e outros produtos fortificados contribuem para a ingestão de vitaminas e minerais.
A quantidade desses nutrientes varia de acordo com o produto, por isso é importante consultar as informações nutricionais do rótulo.
Dica de Ouro: Não é necessário procurar apenas um “alimento para aumentar as plaquetas”. Uma alimentação variada, com diferentes fontes de nutrientes, é uma escolha mais adequada do que apostar em um único alimento.
O que comer quando a plaqueta está baixa?
Para quem pesquisa o que comer quando a plaqueta está baixa, algumas opções que fornecem nutrientes importantes incluem:
- Folhas verdes, como espinafre e couve;
- Brócolis;
- Ovos;
- Salmão e outros peixes;
- Lentilhas;
- Kiwi, morango e frutas cítricas;
- Sementes de abóbora;
- Alimentos ricos em vitamina B12, folato, vitamina C, vitamina D e ferro.
Esses alimentos contribuem para uma alimentação nutricionalmente adequada, mas não devem ser apresentados como uma forma garantida de normalizar a contagem de plaquetas.
Deficiência nutricional é diferente de simplesmente consumir mais nutrientes
Essa diferença é fundamental.
A baixa ingestão de ferro, folato ou vitamina B12 está entre os fatores associados à redução da produção de plaquetas. Quando existe uma deficiência nutricional relacionada ao problema, sua correção é importante.
Isso é diferente de afirmar que qualquer pessoa com plaquetas baixas terá aumento da contagem simplesmente por consumir mais determinado nutriente.
Em resumo: um nutriente pode ser importante para o organismo sem que seu consumo adicional aumente automaticamente as plaquetas.
O que a alimentação pode — e não pode — fazer?

A alimentação ajuda a garantir a presença de nutrientes importantes, mas uma contagem baixa de plaquetas também está relacionada a causas que não são corrigidas simplesmente pela dieta.
Existe uma maneira mais rápida de aumentar as plaquetas?
A busca por uma maneira mais rápida de aumentar as plaquetas leva frequentemente a promessas exageradas na internet.
As fontes nutricionais consultadas não apontam um alimento específico capaz de produzir um aumento rápido da contagem em todas as pessoas. Também não estabelecem um prazo geral para que as plaquetas voltem ao normal apenas por meio da alimentação.
Por isso, desconfie de recomendações que prometem resultados rápidos com um único alimento, suco ou suplemento.
Quais alimentos e bebidas devem ser evitados?
O consumo excessivo de álcool merece atenção. O álcool prejudica a produção de plaquetas pela medula óssea e está associado à redução da contagem em determinadas situações.
Por outro lado, recomendações para eliminar alimentos específicos não devem ser transformadas automaticamente em regras para todas as pessoas com contagem baixa.
Não existe uma lista universal de alimentos que todas as pessoas com plaquetas baixas precisam retirar da alimentação.
Quando uma contagem baixa merece atenção?
Uma contagem baixa de plaquetas varia em importância conforme o nível encontrado e o contexto de cada pessoa. À medida que a quantidade de plaquetas diminui, o risco de sangramentos aumenta.
Sangramentos que não param com medidas habituais de primeiros socorros exigem atendimento médico imediato.
Por isso, uma alteração importante no exame não deve ser acompanhada apenas com mudanças na alimentação.
As plaquetas voltam ao normal?
Depende do motivo pelo qual a contagem está baixa.
Uma redução está relacionada a diferentes situações, como alterações na produção pela medula óssea, infecções, determinados medicamentos, problemas no fígado ou no baço e deficiências nutricionais.
Por isso, não é possível estabelecer um prazo único para dizer quando as plaquetas voltam ao normal.
A alimentação contribui para uma oferta adequada de nutrientes, mas não permite prever sozinha como a contagem irá evoluir.
Suplementos aumentam as plaquetas?
Algumas substâncias, como o extrato de folha de mamão, são mencionadas em materiais sobre alimentação e plaquetas. Porém, resultados preliminares ou estudos experimentais não são suficientes para apresentar esses produtos como uma solução comprovada para pessoas com contagem baixa.
Por isso, não é recomendável substituir uma alimentação variada por suplementos com a expectativa de obter um aumento rápido das plaquetas.
Perguntas frequentes
Qual fruta aumenta mais as plaquetas?
Não há, nas fontes consultadas, uma fruta que possa ser apontada como superior às demais para aumentar diretamente a quantidade de plaquetas. Kiwi, morango, frutas cítricas, manga, abacaxi e romã aparecem como fontes de nutrientes, especialmente vitamina C.
O que comer quando a plaqueta está baixa?
Uma alimentação variada inclui folhas verdes, brócolis, ovos, peixes, lentilhas, frutas ricas em vitamina C e sementes de abóbora, além de outras fontes de folato, vitamina B12, vitamina D e ferro.
As plaquetas voltam ao normal?
Isso depende do motivo pelo qual a contagem está baixa. Não existe um prazo único que possa ser aplicado a todas as situações.
Existe uma maneira rápida de aumentar as plaquetas?
Não existe um alimento apresentado pelas fontes consultadas como capaz de aumentar rapidamente as plaquetas em todas as situações. Promessas de resultados rápidos devem ser vistas com cautela.
Conclusão
Quando o assunto é alimentos que aumentam as plaquetas, é importante separar informação nutricional de promessas de resultado.
Folhas verdes, ovos, peixes, lentilhas, frutas, brócolis e sementes de abóbora fornecem nutrientes como folato, vitamina B12, vitamina C, vitamina D e ferro. Porém, isso não significa que um alimento isolado fará as plaquetas aumentarem.
A relação entre alimentação e contagem de plaquetas é mais relevante quando existe uma deficiência nutricional envolvida. Mesmo assim, não é possível concluir que aumentar o consumo de determinado nutriente fará a contagem subir em qualquer pessoa.
Uma alimentação variada faz parte de uma rotina equilibrada, mas uma contagem baixa de plaquetas não deve ser interpretada ou acompanhada apenas pela alimentação.
Aviso: Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e não substitui uma avaliação individualizada por um profissional de saúde. Uma contagem baixa de plaquetas pode estar relacionada a diferentes situações e deve ser interpretada de acordo com o contexto de cada pessoa.
Fontes
- NHLBI — Thrombocytopenia
- NHLBI — Platelet Disorders: Causes and Risk Factors
- Mayo Clinic — Thrombocytopenia: Symptoms and Causes
- Vinmec — What to Eat to Increase Platelets?
- Ironwood Cancer & Research Centers — Boost Your Platelets With Nutrition

